Espaço Cultural da Marinha – Como é a visita

Localizado na região da Praça XV, bem na Orla Conde, o Espaço Cultural da Marinha é um ótimo passeio no Rio de Janeiro para quem deseja conhecer um pouco mais da história naval do país.

O espaço funciona como um grande museu a céu aberto, reunindo equipamentos históricos que ajudam a contar como a Marinha atuou ao longo das décadas. Entre as principais atrações estão um submarino, um navio-museu, um helicóptero da aviação naval, além de outras embarcações e estruturas ligadas à história marítima do Brasil.

Para as crianças, a visita costuma ser especialmente curiosa. Não é apenas um museu tradicional com objetos em vitrines. Em vários casos é possível entrar nos equipamentos, caminhar pelos compartimentos e observar de perto como funcionavam esses veículos militares.

Tudo isso acontece com um cenário especial ao redor: a Baía de Guanabara, que ajuda a tornar o passeio ainda mais interessante para famílias que gostam de unir história, curiosidades e uma bela paisagem da cidade.

Ao fundo Navio-Museu Contratorpedeiro Bauru
Ao fundo Navio-Museu Contratorpedeiro Bauru

Espaço Cultural da Marinha – Como é a visita

O passeio pelo Espaço Cultural da Marinha funciona como um pequeno circuito ao ar livre, onde é possível caminhar pelo píer e visitar diferentes equipamentos históricos ligados à história naval brasileira.

Logo no início está uma réplica de uma nau portuguesa da época do Descobrimento. A embarcação pode ser observada bem de perto e, quando a passarela está abaixada, é possível entrar para conhecer o interior. No dia da nossa visita a passarela não estava disponível, então ficamos apenas na parte externa, mas ainda assim já vale a pena observar os detalhes da embarcação.

réplica de uma nau portuguesa da época do Descobrimento no Espaço Cultural da Marinha
réplica de uma nau portuguesa da época do Descobrimento

Outro destaque é o helicóptero SH-3 “Rei dos Mares” da Aviação Naval. Trata-se de um helicóptero antisubmarino equipado com sonar e armamentos utilizados em operações militares no mar. Esse modelo também ficou conhecido por participar de operações de salvamento e pela recuperação de cápsulas das missões Apollo, do programa espacial norte-americano. O interior do helicóptero fica aberto para visitação.

Um dos atrativos que mais desperta curiosidade é o submarino Riachuelo, construído em 1973. A embarcação navegou cerca de 181 mil milhas náuticas antes de ser desativada. Construído na Inglaterra e incorporado à Marinha do Brasil em 1977, ele operou por cerca de 20 anos antes de se transformar em museu. Durante a visita é possível entrar no submarino e observar os compartimentos internos, o que ajuda a imaginar como era a rotina da tripulação que trabalhava ali.

Submarino S22
Submarino S22

Outro ponto alto da visita é o Navio-Museu Contratorpedeiro Bauru, um navio de guerra da década de 1940. A embarcação foi utilizada inicialmente pela Marinha dos Estados Unidos e depois transferida para a Marinha brasileira. Durante a Segunda Guerra Mundial participou de missões de apoio, transporte de tropas e patrulhamento no mar.

Após 37 anos em serviço, o navio foi transformado no primeiro navio-museu da Marinha do Brasil, em 1982. Antes de ser aberto ao público passou por uma restauração para recuperar sua aparência da época da guerra e, em 1996, foi transferido para o Espaço Cultural da Marinha.

Durante a visita é possível caminhar por diferentes áreas da embarcação e observar de perto alguns dos equipamentos e espaços usados pela tripulação. O navio também funciona como uma forma de preservar a memória dos marinheiros brasileiros que participaram das missões no período da guerra.

A partir do próprio Espaço Cultural da Marinha também é possível fazer o passeio de barco até a Ilha Fiscal, o palácio histórico onde aconteceu o último baile do Império. Saiba mais em Faça uma Visita a Ilha Fiscal.

Navio-Museu Contratorpedeiro Bauru
Navio-Museu Contratorpedeiro Bauru

Ingressos para o Espaço Cultural da Marinha

A visita ao Espaço Cultural da Marinha tem ingresso com valor de R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada, considerando apenas o acesso aos museus e equipamentos expostos no local (sem direito ao passeio de barco até a Ilha Fiscal, esse deve ser pago à parte).

Têm direito à meia-entrada menores de 21 anos, estudantes com carteira de identificação estudantil, pessoas com mais de 60 anos, professores, pessoas com deficiência e jovens inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Alguns públicos têm gratuidade. É o caso de crianças de até 2 anos, além do acompanhante de pessoas com deficiência que necessitam de auxílio para locomoção ou orientação, sendo permitido um acompanhante por visitante. Também não pagam militares das Forças Armadas e das Forças Auxiliares, com apresentação de documento de identificação, além de guias de turismo em exercício da atividade acompanhando grupos.

Um detalhe interessante é que a visitação ao Espaço Cultural da Marinha é gratuita todas as terças-feiras, exceto quando o dia coincide com feriado. Nessa data, a gratuidade vale apenas para os atrativos do espaço cultural. Caso estejam disponíveis, o passeio marítimo e a visita à Ilha Fiscal continuam sendo cobrados separadamente.

Para turmas de escolas públicas, a gratuidade também é oferecida às quartas-feiras. Nos demais dias, estudantes dessas instituições pagam valor reduzido de R$ 8 por pessoa.

Os ingressos são disponibilizados por horário, com cerca de 150 visitantes por hora.

Informações Uteis sobre o Espaço Cultural da Marinha

Horário de Funcionamento: De Terça-feira a Domingo: 11h às 17h, sendo às 16h30 o último acesso.

Infraestrutura: Lanchonete, bebedouros, banheiros, loja de souvenir,

Estacionamento: Não há estacionamento próprio. É possível parar nas ruas próximas ou utilizar estacionamentos pagos na região.

Endereço: Orla Conde (Boulevard Olímpico), s/n, Praça XV, Rio de Janeiro, RJ.

Contato: Site Oficial | Instagram: @espacoculturaldamarinha

Como grande parte das atrações do Espaço Cultural da Marinha fica ao ar livre e sobre embarcações, a visita pode ser afetada pelas condições do tempo. Em dias de chuva forte, ventania ou ressaca, alguns atrativos podem ser fechados por segurança. Isso acontece porque o acesso aos navios e ao submarino é feito por pranchas e escadas, que podem ficar escorregadias quando molhadas. Além disso, o balanço das embarcações pode aumentar em caso de mar agitado, o que também pode impedir o acesso em determinados momentos. Por isso, vale a pena consultar a previsão do tempo antes de planejar o passeio.

Outro ponto importante é que os atrativos são equipamentos militares históricos transformados em museus, mantendo muitas das características originais de construção. Por esse motivo, a maioria deles não possui acessibilidade para cadeiras de rodas. Para entrar nas embarcações é necessário subir escadas e caminhar por passagens estreitas. Em alguns casos, como no interior do submarino, é preciso até se abaixar para passar pelas escotilhas que ligam os compartimentos.

O submarino Riachuelo, por exemplo, é um ambiente totalmente fechado e com espaços bem reduzidos. Já o Contratorpedeiro Bauru possui áreas abertas e fechadas distribuídas pelos diferentes conveses do navio. Por conta dessas características, a visita pode não ser recomendada para pessoas com claustrofobia, dificuldades de locomoção ou problemas de equilíbrio, já que alguns trechos exigem um pouco mais de atenção e esforço físico.

O Espaço Cultural da Marinha não abre ao público em algumas datas específicas do ano. Entre elas estão 1º de janeiro (Ano Novo), o período do Carnaval entre sábado e quarta-feira de cinzas, os dias 24 e 25 de dezembro (Natal), 31 de dezembro (Réveillon) e também em dias de eleições.

Interior do Submarino S22
Interior do Submarino S22

Como chegar no Espaço Cultural da Marinha

Uma das formas mais práticas de chegar é utilizando o metrô. As estações Carioca e Cinelândia ficam próximas da região. A partir de qualquer uma delas, é possível seguir até o VLT e pegar a linha 2, que vai em direção à estação das barcas na Praça XV. A parada fica a poucos minutos de caminhada do Espaço Cultural da Marinha.

Débora Santiago
Débora Santiago

Débora é a mãe do Bê, turismóloga, fotógrafa por profissão e blogueira por vocação. Depois de rodar o Rio em busca de atividades para crianças, resolveu escrever um blog para quem busca destinos e atividades divertidas na Cidade Maravilhosa com seus pequenos.
Além do Pequenos no Rio escreve para os blogs O Diário de uma Viajante e Day Use no Rio.

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